Monday, January 30, 2006




os pomares são nascentes de oxigénio
à mesma escala
onde há noite se deitam faustos os génios.
vive em mim uma magia negra convulsa
de frias velas e palavras antigas
e os violinos que passam pelo ar
comem o tempo e não acabam tempo fora.
a meio da luz há um esgotamento
se se ama a fome devota
em fabulosas catedrais de Verão.
virá a noite poderosa e vazia
virão as pontes e pontes
e os lençóis do pequeno ventre
e ligeiramente sentada à mesa
tenho uma aurora pobre em efeitos
um piano em vértice com uma sombra que canta baixo.
herdar um fruto empola uma eternidade de tão sagrada espiral
que o fim de tudo se lê em tábuas encarnadas
e um só perfume nos invade
a uma hora só.
limpam os partos
e hei-de voltar aos pontos cardeais
porque para cada cadeira se murmura um corpo bárbaro.

1 Comments:

Blogger porfirio said...

.de te ler saudades pingam frutos.

bjo

January 30, 2006 4:52 PM  

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