Sunday, February 12, 2006

Doorway, Olivia Parker

os pomares são nascentes de oxigénio à mesma escala onde há noite se deitam faustos os génios.
vive em mim uma magia negra convulsa de frias velas e palavras antigas
e os violinos que passam pelo ar comem o tempo em fabulosas catedrais de Verão.
virá a noite em fome devota
virão pontes e pontes
e os lençóis como um pequeno ventre
que eu tenho a aurora pobre
e um piano em vértice como uma sombra que canta baixo.
herdar um fruto como uma sagrada espiral
que o fim de tudo se lê em tábuas encarnadas
e um só perfume nos invade
a uma hora só a limpar os partos ligeiramente sentada à mesa
.e hei-de voltar aos pontos cardeais
porque para cada cadeira se murmura um corpo bárbaro.

4 Comments:

Blogger martim said...

belíssimo poema, cristina. bjo.

February 25, 2006 3:59 PM  
Blogger porfirio said...

..."e os violinos que passam pelo ar comem o tempo"...

como é bom mastigar-te

bjo duendita

February 28, 2006 6:20 AM  
Blogger meiekita said...

Deste gosto mais. Parece mais animado. Esperançoso.
Porra, é difícil ler-te!

March 18, 2006 8:06 AM  
Anonymous Anonymous said...

I love your website. It has a lot of great pictures and is very informative.
»

May 17, 2006 5:15 PM  

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