Monday, March 20, 2006


.trago os animais das luas passadas onde não havia ninguém
cada vez que mostro o rosto luminoso
o meu Deus fez-me cantar na poeira
o odor que os pássaros azuis
e desabrochar a idade interminável. apontar-lhe o peito
e ser geográfica
e a oração é uma trepadeira intacta
os pássaros sossegaram desde que as crianças nasceram
e longe do mar há um túmulo para acabar comigo mesma.
desejei bater palmas e ser uma parábola
um violino pequeno e ser tirana e dilatar
estrangular a morte em giestas de algodão
e chamar os lobos como se meus filhos negros e malditos
e desconhecer as sedas cintilantes dos rios milagreiras
.porque os cegos acendem subitamente por dentro.

cristina néry

5 Comments:

Blogger porfirio said...

...

palavras num ritmo que me encandeia os olhos

...

bjo linda

March 28, 2006 10:33 AM  
Blogger martim said...

muito bem, cristina. não sei se chegou a ver repetida a "crítica" no meu blogue. se curiosidade tiver, avance até http://www.aveazul.blogspot.com/2006_02/at-aos-ombros-do-corpo-o-ciclo-das.html.
Cordialidades.

April 05, 2006 2:07 AM  
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